por Darla em Com Moderação
Christine, a ruiva. E um desfecho.
Christine, a ruiva. E um desfecho.

Leia a Parte III.
É fácil descrever Christine: alta, longos cabelos ruivos e ondulados, poucas sardas nas bochechas e no nariz, olhos castanhos. Pele branca, pernas longas e delgadas, mãos de dedos finos e compridos.
É fácil, também, defini-la: a filha do meio de um casal presumivelmente rico e feliz, com dois irmãos. Teve uma boa educação, apesar de não parar muito tempo em uma mesma escola por ser “incompreendida” pelos disciplinadores. Conviveu com jovens de mesma condição, também ricos, também felizes, também bem-cuidados. Foi sempre protegida pelos irmãos, especialmente pelo mais velho, já que o mais novo vivia mais para o videogame que para os seres humanos. Viu um pênis pela primeira vez aos quatorze anos, quando tomou banho com seu irmão mais velho. Claro que se acariciaram, mas não fizeram outras vezes porque seu irmão conhecia moças mais gostosas.
Christine encontrou o primeiro namorado, Lorenzo, pouco tempo depois, um rapaz da escola, três anos mais velho. Já imaginam o que aconteceu. Ela transou, gostou e não parou mais. Óbvio.
Os quatorze, quinze, dezesseis, dezessete e dezoito anos foram normais para uma adolescente normal, até chegar a época de decidir fazer vestibular ou não, que curso, qual universidade… Christine decidiu fazer um cursinho preparatório para o vestibular. Uma das consequências de ter estudado tudo pelas coxas. Foi onde conheceu Marianne.
A amizade veio com o tempo. Marianne olhou a ruiva e o primeiro pensamento que lhe ocorreu foi “Que delícia de mulher mimada”.Uma primeira impressão muito correta, aliás. Christine olhou a morena e pensou “Que corte de cabelo legal”. E foi basicamente isso por meses. Até descobrirem que tentariam o mesmo curso e que moravam em locais próximos. Foi bom porque podiam estudar juntas agora. Ficavam horas na biblioteca do cursinho, horas na sala de estudos do pai de Christine, horas no quarto de Anne. Estudando. Fazendo e refazendo exercícios. Todo o trabalho resultou na aprovação das duas. Os pais de Christine fizeram uma festa para comemorar, os pais de Anne foram convidados e ficou decidido que estava na hora das duas começarem e guiar suas vidas. Não precisariam trabalhar por enquanto, mas também só iriam para a casa dos pais nos finais de semana, e sem trouxas de roupa para lavar.

Encontraram um pequeno apartamento próximo ao campus e se mudaram. A convivência não foi ruim, pelo contrário, as duas se davam muito bem. Até o dia em que Marianne resolveu ceder aos seus desejos e comeu a amiga supostamente heterossexual. Agora só se falavam para combinar quem pagaria as contas do mês, quem limparia o apartamento e quem faria compras.
Lorenzo gostava de Christine. Nunca pensou seriamente em comer outra mulher. Desejo sempre aparecia quando via alguma particularmente gostosa, mas nunca chegou às vias de fato. Mas quando conheceu Marianne, só conseguia pensar em pegá-la de quatro e puxar aquele cabelinho preto e liso. Não achou ruim quando Chris contara que tinha ficado com ela, até gostou. Seria melhor ainda se pegasse as duas ao mesmo tempo. E foi o que sugeriu à namorada. No início, Chris não aceitou. Só dizia que jamais encostaria naquela sapata aproveitadora de novo. Teve sua opinião alterada quando Lorenzo insinuou que o relacionamento poderia chegar ao fim caso não “saíssem da rotina”. E Christine voltou, aos poucos, a falar com Marianne. Seduziu-a. Convenceu-a. E os três transaram. Christine porque não queria perder o namorado. Marianne, porque queria sentir a ruiva de novo. Lorenzo, porque era um filho da puta manipulador.
Christine não gostou do que fizera, se arrependeu de certa forma amargamente. Não era certo,não era o que ela queria fazer,ou que ela gostava de fazer. Ficara incomodada ao ver Lorenzo com Marianne, mas não por ele. Por ela,foi dificil de admitir isso,mas era a realidade. Então, disse a verdade para Anne, que a queria sentir todos os dias e que a machucou em muito o que fizeram, e rompeu com Lorenzo, ele aceitou facilmente o fim,afinal ele não se importava realmente com a Cristine. A amizade voltou ao normal, de certo modo,nada seria como antes. Agora era Christine quem se masturbava pensando nas chupadas que dera na amiga enquanto dava pro ex-namorado,lembrando cada momento que pode realmente sentir que Anne era sua,e que esquecia o fato de Lorenzo estar junto a elas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário